terça-feira, 27 de maio de 2008

"Nós não vamos pagar nada."


Como já disse Raul Seixas em seu “Aluga-se”, hoje, é tudo “free”, ou melhor, tudo de graça.


Vamos alugar a Amazônia?

Não adianta a gritaria. Ela não é nossa. A floresta é de quem vende.

As leis básicas de economia irão deitar a floresta.


Funciona assim:


Se a madeira vale mais deitada do que de pé ela será vendida. Pode ser para um china, inglês, sueco ou americano. Todo mundo que grita compra na ponta.


Mas, dado que os gringos estão dispostos a pagar por carbono futuro, eis o plano:


1. Vamos alugar a "floresta de pé" por um "fee" anual.

2. O "fee" é dividido entre os governadores da amazônia legal. Quem preserva ganha.

3. Para todas as descobertas de biotecnologia relacionadas a floresta recebemos um net de 30% nas vendas. As grandes empresas multinacionais piratas é que pagam.

4. A polícia fica por conta da Blackwater em troca de desconto para os EUA. Inclui-se a aí o "radarzão".

5. O turismo ecológico pode ser desenvolvido em troca de 20% na receita.


Vamos parar de sonhar e aproveitar a oportunidade. "Full outsourcing".

Na verdade, isso já acontece. Mas a comissão não fica conosco. Oh hu! Novidade!

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